ARTIGOS

sábado, 13 de agosto de 2011

O DESGOVERNO DILMA NÃO TEM GESTÃO
    NA PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS

Carlos Mega
Diante da avalanche de casos de corrupção que assola Brasília, passou meio despercebida a notícia de que o governo pretende descumprir mais uma de suas promessas de campanha: a implantação de um programa abrangente de combate ao crack. É mais uma comprovação do desdém com que o PT trata o assunto, uma das piores chagas da vida nacional atual.

A admissão foi feita por dois petistas: a secretária nacional de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte, e o deputado Reginaldo Lopes (MG), que preside a Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas no Congresso. Ambos participaram de audiência pública realizada na última quarta-feira na Câmara.

Em maio do ano passado, em total clima de campanha política, o presidente Lula anunciou a criação do "Plano de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas". Previa investimentos de R$ 410 milhões para dar tratamento a usuários, abrir leitos exclusivos em hospitais e treinar profissionais.

Até agora, porém, quase nada foi feito: transcorrido um ano e dois meses do lançamento do plano, somente R$ 43 milhões (10,5%) foram liberados pelo governo. Mas, pelo que revelaram os petistas durante a audiência pública, corre-se o risco de que pouca coisa saia, de fato, do papel. Os recursos destinados ao plano de combate ao crack devem cair à metade.

"A previsão era de que a secretaria [de Políticas sobre Drogas] deveria receber, até 2015, R$ 100 milhões por ano para alcançar as metas, ou R$ 400 milhões no total. A tendência, no entanto, é que a fatia prevista no Plano Plurianual para a Senad seja de R$ 200 milhões no período", revelou O Estado de S.Paulo em sua edição de ontem.

É, mais uma vez, a prática desmentindo o discurso petista - algo que tem sido a tônica destes últimos oito anos e oito meses, mas que vem se mostrando especialmente recorrente na gestão de Dilma Rousseff.

Nas eleições do ano passado, o combate à droga emergiu como um dos assuntos mais discutidos da campanha presidencial. Na ocasião, a então candidata petista chegou a declarar que o crack era "uma das questões mais desafiantes" de sua futura gestão.

Já à frente do governo, Dilma reiterou compromissos de palanque e prometeu, em fevereiro, uma "luta sem quartel" contra o crack. Na ocasião, foi anunciada a instalação de 49 Centros de Referência em Crack e Outras Drogas, cujo objetivo seria capacitar 14 mil profissionais de saúde e dar assistência social para lidar com viciados e familiares. Até hoje, no entanto, ninguém sabe, ninguém viu quantos foram treinados - se é que foram.

O plano também previa implantar 2,5 mil novos leitos exclusivos para tratamento de dependentes - o que, ainda assim, equivaleria a menos de meia vaga por município do país. Até junho, porém, menos de 300 haviam sido abertos, conforme análise publicada pelo Instituto Teotônio Vilela em julho. Com a inação oficial, hoje já há um déficit de 7,5 mil leitos para atendimento de pacientes em fase de desintoxicação.

Nos últimos anos, o crack se espalhou pelo país, atingiu todas as classes sociais e ganhou contornos de epidemia - só negada pelo próprio governo petista, para quem isso não passa de "uma grande bobagem". Estima-se que hoje os usuários da droga somem cerca de 1 milhão de pessoas. (As estimativas atuais são precárias, incompletas e antigas.)

Com a leniência da gestão petista em relação ao tema, o Brasil está se tornando um paraíso dos traficantes: o país já é a terceira maior rota de tráfico de cocaína com destino à Europa e o mercado onde mais se apreende crack no mundo. Não satisfeito em não conseguir impedir que o crime devasse nosso território, o governo do PT agora se recusa a dar tratamento a quem definha em consequência do vício. É uma irresponsabilidade sem fronteiras.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DILMA NÃO TEM RESPALDO
 PARA ENFRENTAR A CRISE



O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), disse no início da tarde desta quinta-feira em Porto Alegre que a presidente Dilma Rousseff não tem força suficiente para enfrentar a crise pela qual passa seu governo. "Ela tem alguma vontade, mas força não tem demonstrado", disse Guerra, durante almoço na capital gaúcha com deputados estaduais e integrantes do partido.
O presidente tucano também disse que o governo deve apurar melhor as denúncias de corrupção, insinuou que há pessoas sendo protegidas nas investigações e voltou a questionar o poder da presidente. "O País inteiro espera que ela supere as dificuldades e se imponha como presidente da República. Até agora nem conseguiu nomear seu segundo escalão e já começou a demitir o primeiro, que eu nem sei se foi ela que nomeou. Não dá para fazer de conta que a crise é do PR", disse.
Guerra afirmou ainda que os movimentos que resultaram na avalanche de denúncias não partem da oposição, e sim da própria base aliada, frisando que não podem ser estabelecidas "regras de proteção a poderosos". Questionado sobre se a presidente conseguiria adotar todas as medidas necessárias sem fragilizar ainda mais sua base, ele disse que "se ela peitar mesmo, vão reclamar um pouco, mas é um pessoal que não tem para onde ir, vai ficar por lá mesmo, de tão acostumado que já está."
Em Porto Alegre, Guerra teve uma agenda reservada com a diretoria da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) pela manhã. Segundo ele, tratou com os empresários sobre a situação econômica do Estado e a crise externa. No almoço com os tucanos gaúchos, o debate foi sobre as eleições municipais de 2012. O PSDB pretende ter como candidato à prefeitura da capital o presidente estadual da sigla e deputado federal Nelson Marchezan Jr., que ciceroneou Guerra durante todo o tempo.
Na terra do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), o tucano voltou a dizer que o PSDB está de portas abertas para receber o peemedebista. Mas quando lhe perguntaram sobre as especulações de que Jobim poderia pleitear a indicação para ser o próximo candidato a presidência da República pelo partido de José Serra e do senador Aécio Neves (MG), foi categórico: "Não estamos chamando ninguém para ser presidente não."
FLAVIA BEMFICA
Porto Alegre 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

EM TEMPO DE PT, EM TEMPO DE CRISE, EM TEMPO DE ESCANDALOS




A presidente Dilma Rousseff avalia que o escândalo no Ministério do Turismo é mais grave e tem maior potencial de estrago do que as denúncias de corrupção envolvendo a pasta da Agricultura e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Dilma tenta segurar tanto o ministro do Turismo, Pedro Novais, como o da Agricultura, Wagner Rossi. O primeiro foi indicado pelo líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). O segundo é afilhado do vice-presidente da República, Michel Temer.


É Temer quem está fazendo a ponte para evitar que a crise escancarada no Turismo afete o relacionamento do PMDB com o Planalto. Quanto a Rossi, o vice está tranquilo. Dilma ordenou a demissão dos diretores da Conab, mas, sem querer comprar briga com Temer, está decidida a preservar o ministro. A menos que, mais para a frente, não haja condições políticas para a manutenção dele. 


Embora a presidente também pretenda deixar Novais onde está - mesmo porque tem dificuldade em encontrar um substituto na bancada do PMDB - , a situação do titular do Turismo é considerada mais complicada. As investigações indicam que o desvio de dinheiro começou quando o ministério era comandado por Luiz Barreto (PT) - ex-secretário executivo de Marta Suplicy na época em que ela dirigiu a pasta - mas, no diagnóstico do Planalto, o escândalo pode chegar a Novais.
Dilma só ficou sabendo da Operação Voucher, da Polícia Federal - que resultou na prisão de 35 pessoas - por volta de 8h30, quando estava reunida com ministros, no Planalto. Pouco antes da cerimônia sob medida para turbinar o Supersimples, ela conversou com Temer e com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Na hora do almoço, preocupada, voltou a discutir o assunto com auxiliares mais próximos, no Palácio da Alvorada.
As investigações sobre Barreto surpreenderam Dilma e ministros, já que ele é de "inteira confiança" do governo e do PT. Na tarde de ontem, durante a reunião com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), não escondeu a irritação. Disse a Ideli que o PMDB não aceitaria a "partidarização" do escândalo no Turismo.
"O PMDB não está imune a investigações, mas nós sabemos muito bem de onde vêm essas denúncias", insistiu Renan. Em conversas reservadas, peemedebistas afirmam que os dossiês sobre irregularidades nos convênios foram entregues à Polícia Federal por dois funcionários ligados ao PT e demitidos por Novais. Dilma disse não estar interessada na origem das denúncias. Quer saber, porém, se elas têm procedência.
Na reunião de hoje com o Conselho Político - formado por presidentes e líderes dos partidos da base do governo -, a presidente pedirá união e apoio. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também estará no encontro. Diante da choradeira sobre a falta de liberação dos recursos para as emendas, Mantega baterá na tecla da cautela e conclamará a base aliada a apertar o cinto.
Entre incrédulos e insatisfeitos, os aliados estão em pé de guerra. Um aponta o dedo para o outro. "Eu acho que tem gente no governo que trabalha contra o governo", provocou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical e outro alvo de denúncias. Em sete meses de administração Dilma, três ministros já caíram: Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes) e Nelson Jobim (Defesa). 

Vera Rosa - O Estado de S.Paulo

sábado, 6 de agosto de 2011

PSDB - este mes vamos comemorar mais um aniversário - 23 anos.

Nascido para mudar o Brasil

O Partido da Social Democracia Brasileira, PSDB, foi fundado em 25 de junho de 1988. É, portanto, o mais jovem dos grandes partidos brasileiros. Mas é, também, o partido que mais cresce no Brasil. Mais que isso: não há na História brasileira registro de partido político que tenha crescido tão rapidamente, tanto em termos de organização como em resultados eleitorais.

Dez anos depois de sua fundação, o PSDB já estava presente em todo o território nacional. Tem mais de um milhão de filiados e acumulou vitórias sucessivas em todas as eleições realizadas desde então. Nas eleições de 1996 e 1998, a despeito do suposto desgaste de ser governo e implementar um programa de reformas que envolvia cortes de despesas e revisão de direitos insustentáveis, o Partido dobrou o número de prefeitos, triplicou o de vereadores, cresceu nas Assembléias Legislativas, elegeu 7 governadores, 16 senadores e 99 deputados federais, além de reeleger o presidente Fernando Henrique Cardoso já no primeiro turno, com 35,8 milhões de votos. Foi o partido mais votado para os governos estaduais em 1998 (considerando-se os dois turnos), com 29,3 milhões de votos e elegeu o maior número de governadores.
Mário Covas e Fernando Henrique
Fernando Henrique com Mário Covas

A trajetória eleitoral do PSDB é uma "história de sucesso", mas não pode ser confundida com outros "cases" de marketing político em que as vitórias, decorrentes da demagogia ou do abuso dos poderes econômico e político, se revelaram efêmeras e frustrantes para o eleitorado. Pelo contrário, os resultados eleitorais positivos têm razões concretas e comprováveis: o ponto de partida é o compromisso com a democracia e o projeto de país, expressos no programa e em outros documentos do Partido. A segunda grande fonte de prestígio dos tucanos pode ser encontrada na prática de seus membros nos Legislativos e Executivos de todo o País, dos mais modestos municípios à Presidência da República e ao Congresso Nacional. Esse compromisso com o Brasil tem o nome de Partido da Social Democracia Brasileira desde 1988. Mas já existia antes disso.

Antecedentes

O PSDB tem uma longa "pré-história". Como partido, surgiu durante os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte. No entanto, pode-se encontrar os nomes de seus fundadores, lutando pelos mesmos ideais de hoje, nos momentos mais dramáticos da vida nacional há várias décadas. Por defenderem os princípios democráticos e o desenvolvimento com justiça social, muitos dos fundadores e atuais líderes tucanos passaram por prisões, exílios e tiveram seus mandatos cassados.

PSDB

PSDB
Preparados para voltar a governar o Brasil