ARTIGOS

quarta-feira, 29 de junho de 2011

CONTINUA A GREVE DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO

Prefeita Sheila Gama (PDT) a cada momento faz novas exigências para retomar negociações com os profissionais da educação em Nova Iguaçu. Para comissão do SEPE, conversa com secretários municipais mostra que a prefeitura está incomodada com as denúncias apresentadas à população sobre a situação precária da educação de Nova Iguaçu.
No dia 16 de junho a Comissão de Negociações dos Professores iniciou uma vigília na Prefeitura no esforço de discutir com a Prefeita Sheila Gama as reivindicações que levaram à greve (a Prefeita e a sua equipe, na última reunião de negociação, dia 25 de maio, previram reuniões com o sindicato apenas em agosto para apresentar estudos de impacto financeiro somente para a questão dos aposentados). Depois da negativa da Chefe de Gabinete, Sandra Gusmão, em receber o ofício da categoria, que solicitava uma audiência com a Prefeita, o Secretário das Cidades, José Rogério, recebeu a Comissão. O Secretário se propôs a mediar soluções para os pontos reivindicados pela categoria desde que o comando de greve retirasse as faixas da tenda da vigília dos aposentados que fazem críticas à Prefeita. A Comissão do da classe, em função disso, conversou por telefone com as aposentadas e foi decidido que as faixas seriam retiradas na sexta-feira para que o compromisso do Secretário fosse adiante (uma estranha arbitrariedade).
No dia seguinte, durante a passeata, o Secretário das Cidades confirmou uma primeira reunião onde os pontos da pauta de reivindicações foram apresentados e ele firmou compromisso de que daria respostas até o fim da tarde de sexta.
A reunião foi iniciada com o Secretário de Administração lendo uma matéria informativa sobre a greve, que o Jornal de Hoje preparou para ser publicada no dia de sábado. Na leitura, o Secretário, demonstrando descontrole emocional, questionou a decisão da classe de levar ao Ministério Público (MP) o questionamento ao diário de classe que compromete os professores com a fraude nas matrículas, à medida que assinam confirmando informações sobre o atendimento no horário integral da qual não têm conhecimento. O Secretário das Cidades, então, condicionou a retomada das negociações à que o comando de greve suspenda a decisão de ir ao MP questionar os diários de classe. Estabeleceu-se um debate “acalorado” onde os representantes do Governo afirmaram que os benefícios salariais atuais da categoria dependem do horário integral e das receitas adicionais que isso assegura ao Governo Municipal, argumentando que isso está previsto inclusive no texto da Lei do Plano de Carreira. A Comissão dos professores argumentou que não há nada no Plano que estabeleça isso. O Secretário de Administração disse então que pode assinar um documento que desobrigue os professores a assinarem os diários, questão com a qual o SEPE declarou que já seria um avanço, mas que não resolveria o problema, já que o Censo Escolar também não pode conter falsas informações.
Em seguida, o Secretário das Cidades, que a cada momento tem uma nova condição para continuar discutindo com a Comissão do SEPE, estabeleceu que o Governo exige o fim da greve para retomar as conversas e o Secretário de Administração acusou a greve de ter motivações partidárias. Os representantes do SEPE argumentaram que quem provocou a greve foi o governo, pois, antes do dia 15/06, a categoria não estava em greve e, mesmo assim, o governo não apresentou resposta para os principais pontos da pauta de reivindicações. Também argumentou que o governo poderia demonstrar que, de fato, quer negociar, apresentando soluções para a pauta dos aposentados, pois este grupo de servidores não faz greve e cumpriu o acordo de não colocar as faixas na porta da prefeitura.Os dois representantes do Governo reafirmaram a posição de não negociar com a categoria em greve e que poderiam cortar o ponto, mas que não fariam isso.
Em seguida, o Secretário de Administração acusou a aposentada de mentir quando afirmou que o Governo voltara atrás que pagaria paridade em junho. A aposentada não se intimidou e devolveu o adjetivo ao Secretário que, incomodado com a firmeza dela, ameaçou retirar-se da reunião.
A expectativa da Comissão do SEPE, a partir da interferência do Secretário das Cidades era que nesta sexta-feira, pontos da pauta de reivindicação tivessem respostas positivas por parte do Governo. Desse ponto de vista, os acontecimentos da reunião de negociação foram decepcionantes. No entanto, a sucessão de acontecimentos desde dia 16 à noite e o comportamento dos representantes do Governo mostram que nossa luta foi decidida no momento correto e está causando incômodos pela mobilização e seriedade com que nossa categoria vem conduzindo a greve essaa greve é grave.
 Carlos Mega

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